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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

AUTO - PERDÃO




                          Perdoar a si mesma talvez um dos maiores desafios, pois está relacionado com a capacidade - e leia-se também dificuldade - que cada um tem de se amar e aceitar.
                  Procure observar se busca aprovação e reconhecimento de pais, amigos, das pessoas em geral, se está sempre à disposição de todos, cedendo em quase tudo, pela necessidade inconsciente de agradae, ser aceito, mas que muitas vezes confunde-se com a desculpa de querer ajudar e que na verdade oculta a busca pelo amor e atenção.
                   Uma maneira de cultivar a culpa é estar sempre exigindo perfeição de si mesmo.
                   Nunca há satisfação consigo mesmo, gerando culpa, insatisfação e uma enorme dificuldade de se perdoar.
                   Perdoar a si memso exige uma completa honestidade e integridade para que se alcance a cura de tantos males, de tanta falta de amor-próprio. É um processo de reconhecer a verdade, assumir a responsabilidade pelo que fez, aprender com a experiência, reconhecer os sentimentos que motivaram determinados comportamentos, abrir seu coração para si mesmo, ouvir seus medos, curar certas feridas e isso você pode conseguir sendo amoroso e responsável consigo mesmo.




                    Você pode e deve se livrar de certos padrões de pensamentos e sentimentos. Mude o que não acredita mais, livre-se de tudo que faz mal, cure a ferida que mais lhe dói, cure sua vida emocional. A verdadeira cura é fazer as pazes consigo mesmo. O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos. E está nas mãos de cada um de nós. E você pode começar com você mesmo!








                  Wendell Berry, poeta e escritor norte-americano, registrou em um de seus livros, que para lidarmos com as diferenças entre nós e outras pessoas temos, necessariamente, que aprender compaixão, autocontrole, piedade, simpatia, amor e perdão. Virtudes sem as quais o homem não sobrevive...
                   Sentimentos de culpa, rejeição e ódio, entre outros, são enrgias nocivas que o indivíduo vem acumulando e sucessivamente alimentando ao longo dos séculos. Vida após vida, sentimentos "represados" tem transformado muitos indivíduos em verdadeiras "armaduras inconscientes" que, além de mantê-los em permanente atitude de defesa e ataque contra ameaças internas e externas, também os mantêm prisioneiros de si mesmos. E esses sentimentos arraigados à sua estrutura psíquico-espiritual são responsáveis pelo surgimento - via somatizações e processos obsessivo-espirituais - de muitas doenças de origem emocional que instalam-se no organismo humano.
                 Somos um somatório de múltiplas vivências do espírito em nossa fragilidades e limitações, tendem a ficar represadas naquilo que "construímos" como proteção e camuflagem da verdade interior: a armadura. E o nosso desafio, portanto, é nos libertarmos desse "estado de coisas" através da energia do amor incondicional gerada, primeiramente, pelo autoperdão, para depois, conscientemente, perdoarmos o outro.



 


                           Perdoarmo-nos é restabelecer a nossa própria unidade.
A nossa inteireza diante da vida e unir outra vez o que a culpa dividiu. É uma aceitação integral daquilo que já aconteceu, daquilo que já passou, daquilo que já não tem jeiro. É o encontro corajoso e amoroso com a realidade.
                  Somente aqueles que já desenvolveram a capacidaded de autoperdão conseguem energia para uma vida sadia psicologicamente. A criança faz isso muito bem. O perdão é a própria aceitação da vida do jeito que ela é, nos altos e baixos. É a capacidade de dizer adeus ao passado, é um sim à vida que nos rodeia agora, é uma adesão ao presente.
                   O auto-perdão é a paciência diante da escuridão. É um vislumbre da aurora no final da noite. É o sacudir a poeira, é a renovação da auto-estima e da alegria de viver, é o agradecimento por sabermos que mais importante do que termos cometido um erro é estarmos vivos ; é estarmos presentes.
                   Não tenha medo de erros; erros não são pecados; erros são formas de fazer as coisas de maneira diferente, talvez criativamente nova. Não seja um perfeccionista. Não fique aborrecido por seus erros; alegre-se por eles; você teve a coragem de dar algo de si.





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