O
medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado
pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado,
tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.
O
medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina,
aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que
ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.
A FISIOLOGIA DO MEDO
Toda
e qualquer emoção tem uma representação no cérebro, que é mediada por
neurotransmissores, entre eles a noradrenalina, a serotonina e a
dopamina. A fisiologia do medo se inicia nas
amígdalas (estruturas que nada têm a ver com as da garganta), que têm o formato de uma noz e ficam próximas à região das têmporas. Elas identificam uma situação ou objeto do qual se deve tomar cuidado e enviam ao hipotálamo o sinal para a produção dos neurotransmissores. A partir daí, começam as reações no organismo que nos deixam em estado de alerta para agir, enfrentando ou fugindo da situação.
As amígdalas estão presentes na maioria dos animais. São elas, por exemplo, que fazem com que um cervo reconheça o perigo e fuja de seu predador.
O que diferencia o homem dos outros animais é que ele é o único ser capaz de ter medo do medo. Isso acontece porque o homem é o único animal que consegue “imaginar”. E a imaginação, como dizia Einstein, é mais forte que o conhecimento.
A
maior parte dos medos relacionados ao dia-a-dia faz parte de um dos
grupos mais comuns de fobias, chamadas de sociais, que nada mais são do
que o medo de outras pessoas.
O fóbico social tem dificuldade de
se relacionar, não consegue olhar nos olhos do seu interlocutor,
paquerar, conversar naturalmente com seus superiores, falar em público,
apresentar idéias ou sugestões em grupo, compartilhar tarefas. A característica mais marcante desse tipo de fobia é o medo que a pessoa tem do julgamento dos outros. “O que vão pensar de mim?” O fóbico social muitas vezes é um perfeccionista. Como é impossível agradar a 100% das pessoas, ele prefere se omitir. Dessa forma, não se expõe em reuniões, não faz apresentações em público, não contesta a idéia dos outros. Isso vai prejudicando o desempenho no trabalho e pode comprometer seriamente sua carreira.
Você
já parou para se perguntar por que os adolescentes têm uma facilidade
muito maior para dominar novas tecnologias do que os adultos? Simples:
ao contrário dos adultos, eles não têm medo de errar. Se fracassam na
primeira vez, tentam novamente, sem maiores dramas. E com isso aprendem e
se desenvolvem com rapidez espantosa. Enquanto isso, os mais velhos
ficam travados pela autocrítica, como se tivessem a obrigação de acertar
sempre. Não é a toa que muitas vezes o indivíduo recusa trabalhos e
desafios mesmo tendo capacidade de encará-los. Passamos a nos vigiar em
excesso e a vida vai ficando limitada.
MEDO - O GRANDE INIMIGO
Afirma-se
que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do
fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de
pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da
morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus
próprios pensamentos. Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.
Ralph Waldo Emerson, filósofo e poeta, disse: "Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa."
Quando
você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma
decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do
subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento.
Vou descrever agora um processo e uma técnica que ensino há muitos anos. Funciona como um encantamento. Tente-o! Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.
Se
você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranqüilamente durante
uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que
está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se
projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água
e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido,
constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil,
pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se
desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a
imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais
profunda. Essa é a lei do subconsciente.
Você
pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares
altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse
ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará
depois fisicamente com facilidade e segurança.
Você nasceu apenas
com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus
outros medos são adquiridos. Livre-se deles. O medo normal é bom, o medo anormal é mau e destrutivo. Permitir constantemente os pensamentos de medo acarreta o medo anormal, obsessões e complexos. Temer alguma coisa persistentemente provoca um sentimento de pânico e terror. Você pode superar o medo anormal quando sabe que o poder do seu subconsciente pode mudar os condicionamentos e realizar os desejos acalentados por seu coração. Dedique sua atenção e devote-se, imediatamente, ao seu desejo, que é o oposto do seu medo. Este é o amor que expulsa o medo. Enfrente seus temores, traga-os à luz da razão. Aprenda a sorrir dos seus temores. Esse é o melhor remédio.
ACERTO E ERRO
Estar
errado ou certo é uma opinião e não uma realidade. Para os mulçumanos é
“certo” ter várias esposas desde que se tenham condições financeiras de
mantê-las. Já para nossa cultura ocidental isso é “errado”.Até mesmo as decisões que você tomar em sua vida não são certas ou erradas, são simplesmente decisões que foram tomadas de acordo com certo número de variáveis e que podem gerar o resultado espera ou não. Se aquilo que queria ainda não aconteceu sua decisão não foi necessariamente errada, você só não detinha todas as informações necessárias para concretizar seu desejo.
Se acostume com o erro e não permita que os erros sejam motivo para alimentar o medo de fazer algo. Não tenha medo de fazer aquilo que é bom
Já percebeu como tudo na vida que você desconhece é difícil e como é fácil desempenhar uma ação que você já conhece? A probabilidade de você “acertar” quando sabe é muito grande e de “errar” quando não sabe. Erro e acerto estão conectados a saber ou desconhecer.
Ao invés de ficar se chicoteando ao pressupor que “errou” que tal entender o que é que você precisa aprender para “acertar”?
Ter medo de se machucar é salutar, não fazer por medo de se machucar é paralisante.
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